A segunda temporada da série Sandman, da Netflix, chegou ao “fim” com o Volume 2 (Vale lembrar que ainda teremos um episódio especial que será lançado no dia 31 de julho), e entregou um desfecho profundo, melancólico e transformador.

Esse segundo volume da 2ª temporada, como era esperado, adaptou os arcos “Vidas Breves” (Brief Lives) e “As Benevolentes” (The Kindly Ones) dos quadrinhos de Neil Gaiman. E o desfecho marca o fim da jornada de Morpheus como Senhor dos Sonhos e o surgimento de um novo Sonhar sob o comando de Daniel Hall.
Se você ficou perdido com o final de Sandman 2ª temporada, então eu te explico

Esse segundo volume teve sua narrativa envolta nos dilemas pessoais de Morpheus e em seu fatídico destino, já esperado pelos leitores. Os episódios giraram em torno da sua morte. Se vocês bem se lembram, Morpheus acabou derramando sangue familiar e passou a ser perseguido por conta desse ato: Morpheus concedeu a morte ao seu próprio filho, Orpheus.
Ao cometer esse ato, Morpheus atraiu a fúria das Benevolentes, que são entidades vingativas e acabam perseguindo-o incansavelmente. Em vez de resistir, ele aceita seu destino, reconhecendo que seu tempo acabou. O momento poético mostra redenção e a libertação de Morpheus, que compreende que, para que o Sonhar evolua, ele precisa morrer.
Em uma cena simbólica, ele convoca sua irmã Morte e, ao tocá-la, desaparece em uma explosão de luz.
Com a morte de Morpheus, Daniel Hall, o filho de Lyta Hall, é transformado em adulto e assume seu lugar como o novo Sonho. Diferente de Morpheus, Daniel carrega traços humanos, sendo fruto de um nascimento dentro do Sonhar.
Daniel começa a restaurar os estragos causados pela destruição do Sonhar, incluindo trazer de volta personagens como Abel e Mervyn Pumpkinhead. No entanto, ele ouve de Gilbert que nem tudo deve ser restaurado, pois a dor e o luto também fazem parte da existência. E isso é o que mais me faz consumir essa história: as metáforas tão importantes, conectadas à nossa existência, podem gerar reflexões que levaremos para toda a vida. Perdas são aprendizados e recomeços.
O que a cena com os perpétuos representa?

A simbólica cena em que os Perpétuos se reúnem para um jantar em homenagem a Morpheus. Morte, Desejo, Desespero, Delírio e Destino estão presentes, junto com Daniel, agora oficialmente parte da família. Esse momento representa a aceitação da mudança. Mesmo com o luto, há a celebração do ciclo eterno de transformação. Lucienne, que serviu lealmente como bibliotecária de Morpheus, se despede do cargo, indicando o fim de uma era.
A cena pós-crédito, eu acredito que seja um prelúdio do que virá no episódio especial. Nesta cena, vemos as Benevolentes reunidas, recitando um poema enigmático. Elas falam sobre colheita, flores e sacrifício. Essa cena sugere que o equilíbrio do universo foi restaurado, mas existem consequências.
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