Emergência Radioativa, nova minissérie original da Netflix conta em 5 episódios uma das maiores tragédias do Brasil, desconhecida para muitas pessoas, ocorrida em Goiânia em 1987.

Protagonizada por Johnny Massaro (Márcio), ao lado de Paulo Gorgulho (Orenstein), Tuca Andrada (Governador), Bukassa Kabengele (Evenildo), Ana Costa (Antônia), Alan Rocha (João), Marina Merlino (Catarina), William Costa (Darlei), Antonio Saboia (Eduardo), Luiz Bertazzo (Loureiro), Clarissa Kiste (Paula) e Douglas Simon (Souza). O elenco conta ainda com as participações especiais de Leandra Leal (Esther) e de Emílio de Mello (César).
Mais detalhes de Emergência Radioativa:
Emergência Radioativa é inspirada no acidente real com o Césio-137. Uma catástrofe se inicia quando uma máquina de radioterapia é aberta em um ferro-velho, espalhando o material radioativo Césio-137 por Goiânia.
Começa então uma corrida contra o tempo para rastrear a contaminação e salvar a vida das vítimas, entre elas uma família inteira atingida pela tragédia. Um drama de heróis anônimos que mobilizou o país e pôs em destaque o trabalho de cientistas e médicos brasileiros.
Conheça aqui a história real por trás da minissérie original da Netflix, Emergência Radioativa:
Em setembro de 1987 aconteceu o acidente com o Césio-137 (137Cs) em Goiânia, capital do Estado de Goiás, Brasil. O manuseio indevido de um aparelho de radioterapia abandonado, onde funcionava o Instituto Goiano de Radioterapia, gerou um acidente que envolveu direta e indiretamente milhares de pessoas.
A fonte, com radioatividade, continha cloreto de césio, um dos isótopos radioativo presentes também no acidente de Chernobyl, anos antes. Sua meia-vida física é de cerca de 33 anos.

Com a violação do equipamento, foram espalhados no meio ambiente vários fragmentos do elemento químico, na forma de pó azul brilhante, provocando a contaminação de diversos locais, especificamente naqueles onde houve manipulação do material e para onde foram levadas as várias partes do aparelho de radioterapia.
Por conter chumbo, material de relativo valor financeiro, a fonte foi vendida para um depósito de ferro-velho, cujo dono a repassou a outros dois depósitos, além de distribuir os fragmentos do material radioativo a parentes e amigos que por sua vez os levaram para suas casas propagando a contaminação e criando vários vetores.
Fonte: goias.gov.br
A descontaminação da região produziu 13.500 toneladas de lixo atômico, cujo perigo para o meio ambiente é de 180 anos. O material foi depositado em 14 contêineres e enterrado sob uma parede de um metro de espessura de concreto e chumbo, no município de Abadia de Goiás. As vítimas sofreram com preconceito e problemas de saúde, resultando em pensões vitalícias para centenas de pessoas.
O acidente deixou inicialmente quatro mortos, mas outras mortes ocorreram nos anos seguintes, com estimativas de centenas a milhares de afetados direta ou indiretamente. Sobreviventes sofrem com efeitos tardios da radiação, incluindo câncer e doenças crônicas, além de danos genéticos potenciais, necessitando de acompanhamento médico contínuo.
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