Meses após as primeiras notícias sobre o seu desenvolvimento, a série It: Bem-Vindos a Derry está prestes a estrear na HBO e HBO Max. E com a mesma tendo grande destaque na mídia, nós tivemos a oportunidade de conferir os 2 primeiros episódios com antecedência.

A série expandirá o universo da obra original de Sephen King, It: A Coisa. A série produzida pela HBO Max e HBO, funciona como um prelúdio direto dos filmes It: A Coisa (2017) e It: Capítulo 2 (2019), ambos dirigidos por Andy Muschietti, que também está envolvido na produção e direção dos primeiros episódios da série. Ela se passa décadas antes dos acontecimentos vistos nos filmes, explorando as origens do mal que assombra a cidade de Derry e do próprio Pennywise, o Palhaço Dançarino.
Desde o anúncio do título, muito se especulou sobre a abordagem, ou se superaria as expectativas dos fãs. O que eu posso te dizer é que sim, supera e instiga ainda mais. A crítica especializada fez análises positivas sobre a série, com a mesma conquistando o certificado Fresh do Rotten Tomatoes.
Estas são as nossas primeiras impressões sobre It: Bem-Vindos a Derry
Tivemos a oportunidade de conferir os dois primeiros episódios de It: Bem-Vindos a Derry e, sem spoilers, é possível afirmar que a série busca um equilíbrio intenso entre gore, construção mitológica, suspense e terror psicológico.
A produção não economiza em cenas perturbadoras desde o início: a sequência de abertura é gráfica e propositalmente impactante, funcionando como o motor que define o tom. Derry aqui é um personagem, e não um lugar, afinal o mal habita em seu interior.

Que leu os livros, sabe que “A Coisa” chegou em Derry muito antes dos eventos que vimos nos filmes, ainda não é sabido se veremos essa chegada, mas certamente veremos que a existência dela já é percebida muito antes.
O papel das crianças continua central como na obra original e nos filmes, são as crianças que percebem e sofrem primeiro. A série reforça a ideia já presente no material de origem: A Coisa explora, manipula e se alimenta dos traumas infantis, e Derry age como um ambiente que amplifica essas feridas.
A dinâmica entre violência sofrida (bullying, negligência, racismo estrutural) e a manipulação sobrenatural é explorada com destaque, fazendo com que o horror psicológico e a sensação de vulnerabilidade, paranoia e perda de inocência, seja tão importante quanto os elementos explícitos.
O tema do racismo é tratado com peso narrativo: várias análises internacionais notaram que a série faz uso consciente desse eixo para enriquecer a atmosfera de medo, mostrando como as violações da dignidade humana e as exclusões sociais tornam certas comunidades ainda mais vulneráveis ao terror. E sim, racismo será amplamente debatido e o tema potencializa a atmosfera de medo.

No que diz respeito às escolhas estéticas e de tom, espere momentos de horror corporal e cenas visualmente chocantes e com muito sangue. Ao mesmo tempo, a escrita tenta alternar tensão psicológica com ganchos episódicos que seguram o espectador.
Isso cria episódios que, para muitos, funcionam como thrillers de corte antigo. Já mencionado acima, o episódio de abertura é a definição perfeita do que queremos dizer aqui, já que encerra de uma forma que o espectador “PRECISA” entender o que aconteceu, mas a resposta só vem na próxima semana.
Quanto ao elenco e às conexões com outras obras do universo King, Bill Skarsgård retorna como Pennywise e fica ai o mistério se o veremos logo no início ou não. Contudo, a série também expande o cardápio de referências canônicas (personagens e elementos que fãs atentos vão reconhecer). A produção intercala easter eggs e ligações diretas ao cânone com novos acréscimos conceituais que visam ligar a série ao legado de It, mas também aos outros livros do autor.

Algumas críticas estão considerando It: Bem-vindos a Derry como o melhor e mais assustador capítulo da mitologia de It até hoje, contudo, eu acho cedo para dizer, mas reforço a coragem em completar as lacunas de sub tramas presentes na história original. No entanto, digo que a produção tem tudo para ser um sucesso absoluto no streaming e entre o público, digno de premiações.
Para o leitor do Universo Sagas: mantenha os olhos abertos. It: Bem-vindos a Derry é uma produção que dá muitos presentes aos fãs (referências, conexões e cenas que conversam com o material original), mas também toma decisões narrativas próprias, que podem agradar ou não. No mais, o que dizemos é dê o seu play e tire suas própria conclusões, você não vai se arrepender.
Mais detalhes sobre a série It: Bem-Vindos a Derry:
A série produzida pela HBO Max (atual Max), funciona como um prelúdio direto dos filmes It: A Coisa (2017) e It: Capítulo 2 (2019), ambos dirigidos por Andy Muschietti, que também está envolvido na produção e direção dos primeiros episódios da série. Ela se passa décadas antes dos acontecimentos vistos nos filmes, explorando as origens do mal que assombra a cidade de Derry e do próprio Pennywise, o Palhaço Dançarino.
Em seis episódios que serão lançados semanalmente na HBO e HBO Max, a partir de 26 de outubro, a série mergulhará ainda mais fundo nas origens desse ciclo aterrorizante, explorando as raízes da cidade e expandindo a visão original estabelecida por Andy Muschietti nos dois filmes da franquia.
O elenco da série conta com Taylour Paige, Jovan Adepo, Chris Chalk, James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe, além de Rudy Mancuso e Bill Skarsgård.
Produzida pela HBO e pela Warner Bros. Television, a série foi desenvolvida por Andy Muschietti, junto de Barbara Muschietti e Jason Fuchs. A produção executiva é de Andy e Barbara Muschietti (por meio da Double Dream), junto de Jason Fuchs, Brad Caleb Kane, David Coatsworth, Bill Skarsgård, Shelley Meals, Roy Lee e Dan Lin.
O roteiro do primeiro episódio é assinado por Fuchs, que também é co-showrunner ao lado de Kane. Andy Muschietti dirige múltiplos capítulos.
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