Meses após as notícias sobre o seu desenvolvimento, a série Monstro: A História de Ed Gein, 3ª temporada da série antológica da Netflix, acaba de ser lançada. E claro, com isso a mesma passou rapidamente a conquistar um espaço de destaque na mídia.

A história do novo ano tem como foco mostrar eventos marcantes da vida de um dos assassinos mais conhecidos dos EUA. Criada por Ryan Murphy, a série Monstro foi iniciada com foco em explorar a história de Jeffrey Dahmer, e rapidamente ganhou força no streaming. A segunda temporada, focada no caso dos irmãos Menendez, acabou sendo um verdadeiro estouro ao ponto de criar um debate na mídia sobre os protagonistas.
Contextualizando a história de Ed Gein:
Gein cresceu em uma fazenda isolada, sob o domínio psicológico e religioso de sua mãe, Augusta, uma mulher fanática que acreditava que todas as mulheres, exceto ela, eram pecadoras.
Essa criação rígida, combinada com o alcoolismo e a ausência do pai, moldou a personalidade doentia de Ed. A relação obsessiva com a mãe foi tão intensa que, após sua morte em 1945, ele passou a viver sozinho na fazenda e mergulhou de vez em um mundo de delírios, necrofilia e violência.
Sobre as Vítimas de Ed Gein:

A Série antológica, Monstro, por mais que beba da fonte verídica sobre os fatos, também é conhecida por sua representação controversa das histórias reais, o que torna importante e necessário ao espectador pesquisar e entender os fatos. Isso é especialmente aparente quando se trata da vida das vítimas de Gein.
A história real de Ed Gein veio à tona em 1957, quando a polícia investigava o desaparecimento de Bernice Worden, uma comerciante local (Embora Gein já estivesse ativo nos crimes há anos). As autoridades a encontraram na fazenda de Gein, onde seu corpo foi pendurado pelos pés. Ela havia sido baleada e mutilada.
A busca pelo corpo de Bernice Worden permitiu que a polícia encontrasse também o crânio de Mary Hogan, que havia desaparecido em 1954. Bernice Worden e Mary Hogan foram as duas vítimas confirmadas de Ed Gein.
Ao revistarem a casa, descobriram crânios usados como tigelas, máscaras feitas com pele humana, móveis revestidos com restos de cadáveres e até uma roupa feita de pele humana, que Ed usava para “se transformar” em sua mãe. Investigações revelaram que muitos desses restos não eram de vítimas de assassinato, mas de corpos que ele exumava de cemitérios próximos.
Outros crimes que são associados à Ed Gein
Victor Harold Travis e Raymond Burgess, de 42 anos, desapareceram após uma excursão de caça na propriedade ao lado da de Gein. Ed Gein já os havia avisado para não caçar lá (via Sarasota Herald-Tribune). James Walsh, de 32 anos, era vizinho de Ed Gein e desapareceu em junho de 1954.
Nenhum deles confirma Gein como culpado, somente especulação.
Qual foi o fim de Ed Gein?
Ed Gein foi inicialmente internado no Hospital Estadual Central para Criminosos Insanos depois de ser considerado inapto para ser julgado por seus crimes devido à esquizofrenia. Mais tarde, ele foi julgado novamente quando essa decisão foi retificada, recebendo uma condenação por assassinato em primeiro grau, embora mais tarde declarado inocente devido à insanidade.
Ed Gein voltou ao Estado Central antes de ser transferido para o Instituto de Saúde Mental de Mendota. Ele permaneceu neste local até sua morte por insuficiência respiratória em 26 de julho de 1984.
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